Razer Raion Fightpad – Análise

Os jogos de luta são uma categoria muito particular de videojogos, que, idealmente, carecem de periféricos específicos para se atingir um nível de sucesso superior. Todos já assistimos a streamers e jogadores profissionais que usam “Fighting Sticks” para poderem obter uma vantagem competitiva sobre os seus adversários, mas a verdade é que muitos, talvez pelo hábito de jogar outros títulos com um comando “normal,” preferem usar gamepads convencionais, com o argumento da facilidade de utilização e maior ergonomia.

A Razer, sempre atenta às necessidades dos jogadores, resolveu criar a sua versão de um Fightpad, um comando híbrido que procura combinar o melhor de dois mundos: a rapidez de execução de um Fighting Stick com a ergonomia e familiaridade de um comando de jogo tradicional. O Razer Raion, apesar de ostentar o branding da PlayStation, apresenta um design mais semelhante ao comando da Xbox, mas um pouco mais achatado para encaixar melhor na mão do jogador, mas com duas alterações fundamentais: a ausência dos analógicos e a introdução de dois “face buttons” adicionais, junto aos já habituais X, quadrado, círculo e triângulo. Para fazer mover o lutador da sua escolha, o utilizador tem ao seu dispor um botão direcional circular. A inclusão do R1 e R2 ao lado dos quatro botões que costumamos ver na frente do comando da PlayStation (apesar de os encontrarmos também nas suas localizações habituais) faz com que o design do Raion faça lembrar o de um comando da SEGA Mega Drive.

 

 

No topo do Raion temos o touchpad, ladeado pelos botões Share e Options, com um Home Button imediatamente abaixo. O fightpad oferece ainda botões dedicados para silenciar o microfone e controlar o volume, sendo que pressioná-los em simultâneo bloqueia os botões Share, Options e Home, o que evita os erros acidentais em cenários mais competitivos, como fazer pausa no jogo e arriscar ser desqualificado. Junto ao local onde descansam os polegares temos uma entrada 3.5mm para auscultadores, com dois toggles a ladeá-la: o da esquerda permite definir que o direcional funcione como o direcional do DualShock 4, como o analógico esquerdo ou como o analógico direito, no que aos inputs diz respeito. Já o da direita permite escolheres entre usares os gatilhos na configuração L1/L2/R1/R2 tradicional, ou mover os inputs L1 e L2 para os gatilhos do lado direito, ficando os do lado esquerdo a atuar como L3 e R3. Na traseira do fightpad existe ainda um botão para definir se estamos a usar o Raion com um PC ou PS4. De referir ainda que este periférico se liga a um desses dispositivos atgravés de um cabo, que, apesar de extremamente longo, não tem qualquer proteção em tecido, sendo completamente plástico e relativamente frágil, um desvio em relação à atenção aos detalhes que costuma caracterizar os gamepads premium da Razer.

Tanto o direcional como os “face buttons” do Raion utilizam switches mecânicos, geralmente mais resistentes que os de membrana. Esta característica permite uma utilização mais satisfatória e eficaz, algo que fica ainda mais evidente no botão direcional, cujo “click” nos faz ter a certeza de estar a carregar na direção certa. Os botões de face são bem mais silenciosos, mas sente-se a leveza e precisão do input, com um feedback tátil semelhante ao de um joystick arcade. Os jogos de luta obrigam a inputs precisos, e é isso que obtemos com o Raion.

No que ao desempenho diz respeito, testámos o Raion com alguns jogos de luta no PC e PS4. Admito que o género não é o meu forte, mas a sensação de jogar com o Raion é bastante boa, com uma responsividade que, honestamente, nunca senti num comando tradicional. A precisão do direcional permite a execução segura de manobras especiais, sendo que o layout dos botões de face se revelou bem mais ideal para este tipo de cenário em jogos como Street Fighter V (com os seus ataques de seis botões). Ter acesso a todas as funções básicas com o polegar, em vez dos gatilhos, para ataques especiais é extremamente conveniente, facilitando a tarefa do jogador e poupando frações de segundo preciosas. Obviamente, a ausência de analógicos faz com que o Raion não seja muito útil para outros tipo de jogos, mas a sua premissa é mesmo orientada para jogos de luta. No entanto, se é certo que jogos 3D não funcionam bem com este comando, muitos jogos 2D podem ser jogados sem qualquer problema.

 

 

 

O Razer Raion é extremamente confortável, com um design robusto e funcionalidades que vão agradar aos fanáticos por jogos de luta. Não é barato (€109.99 na loja oficial), mas trata-se de um excelente periférico, e a tecnologia usada nos seus botões ajuda a justificar o preço. O Raion não é para todos, mas pode ser ideal para os que procuram um compromisso entre um gamepad convencional e um fighting stick.

Prós:

  • Excelente Sensação Tátil
  • Botão Direcional
  • Switches Mecânicos

Contras:

  • Cabo Não Destacável em Plástico