Razer Naga Pro – Análise

O Razer Naga original foi, durante anos, uma proposta unidirecional, pensado e construído com um único género de jogadores em mente: os amantes de MMO’s. Quando, em agosto de 2009, nos foi mostrado pela primeira vez, oferecia um total de 17 botões, colocando na ponta dos dedos de um nicho de fãs de videojogos tudo aquilo que eles necessitavam. Com o passar do tempo, a Razer percebeu que podia oferecer periféricos diferenciados a outros tipos de jogadores, aproveitando a febre dos MOBA e a paixão ardente de uma comunidade mais ruidosa pelos FPS. Agora, em 2020, a companhia das três cobras apresenta uma nova proposta, um novo Naga sem fios de cara lavada, que se propõe a agradar a todo o tipo de utilizadores. Mas será que a aposta deu frutos?

Uma das características mais marcantes do Naga sempre foi o seu formato, robusto e ergonómico, capaz de agradar a todos os tipos de grip, inclusive ao público mais difícil de agradar, os que gostam de descansar a palma da mão sobre o rato. Na versão Pro, o design não muda muito em relação ao rato que todos já conhecemos: é direcionado ao jogador dextro, com uma zona mais saliente do lado direito, que força o anelar a pousar sem esforço. Se tens uma forma menos convencional de agarrar o rato, talvez exija um período de habituação, mas para a maior parte dos cenários de utilização estamos perante um dos ratos mais confortáveis do mercado, facto para o qual muito contribui a qualidade dos materiais e superfícies, que vão desde o plástico matte às zonas mais rugosas e emborrachadas. O Naga Pro distingue-se pelo seu design modular, com três painéis distintos (FPS, MOBA e MMO) que podem ser muito facilmente trocados e encaixam na sua lateral esquerda através de imãs, sem qualquer tipo de folga ou possibilidade de deslocação acidental. Na base do Naga Pro, temos cinco pequenos deslizadores PTFE, com um acabamento renovado e que proporcionam um deslize suave e agradável (para além de impedir um desgaste rápido), assim como um botão para selecionar se queremos ligar o rato por Wireless 2.4 (HyperSpeed) ou Bluetooth e um seletor de perfis, que podem ser configurados no software Razer Synapse.

 

 

Esta nova versão do aclamado Naga oferece os switches Ópticos da marca, proporcionando cliques responsivos e uma sensação tátil fora de série, com talvez a comparação mais justa a ser à sensação de um teclado mecânico. Os restantes botões, nomeadamente os dos painéis laterais, seguem a mesma filosofia. Se os 2 botões do painel FPS não fazem notar grande diferença para os de outros ratos premium, os 6 botões do painel MOBA e os 12 do painel MMO são do mais satisfatório que alguma vez experimentámos. O layout dos botões, em qualquer um dos painéis, é satisfatório, minimizando a possibilidade de cliques acidentais. Outro aspeto fundamental no rato é a scroll wheel, que no naga Pro é simplesmente excepcional. Fácil de manipular e praticamente silenciosa, oferece ainda um controlo granular do scroll, e a possibilidade de side click, exponenciando as possibilidades de configuração. A Razer apostou na forte na qualidade geral de construção, deixando para trás os tempos em que o Naga oferecia mais dores de cabeça do que soluções, com muitas unidades a sofrerem problemas passados um par de anos (por vezes meses) de utilização. Apesar de ainda não ter passado todo esse tempo desde o lançamento do Pro, será difícil que essas questões se repitam, já que tinham origem numa construção com recurso a materiais mais eficazes em termos de custo.

O sensor do Razer Naga Pro é um dos novos Razer Focus+ Optical, com um desempenho acima da média, especialmente para um rato sem fios. A configuração, como vem já sendo habitual, tem lugar no Synapse, e aí podemos reconfigurar todos os botões (excepto o clique do lado esquerdo), mudar a iluminação, alterar os DPI, o polling rate e a LOD. Em termos de bateria, a Razer aponta para 150 horas de autonomia, e, segundo os nossos testes, esse cenário é real para uma ligação BT, mas não será essa a ligação que vais usar para jogar. No entanto, caso uses o Naga Pro de forma mais casual para navegar na internet ou trabalhar, passará muito tempo sem teres de carregar o periférico. No modo HyperSpeed, a autonomia cai em cerca de um terço, com a possibilidade da queda ser mais acentuada caso esteja sempre iluminado com o Razer Chroma. Porém, em cenários de gaming moderado, como foi o caso dos nossos testes, a bateria é surpreendentemente duradoura, e apenas tivemos de carregar o novo Naga uma vez por semana.

Em suma, o Naga original nunca foi uma opção real para mim, já que não consumidor ávido de MMO’s, mas a versão Pro é uma proposta completamente diferente. A Razer conquista com este rato vários tipos de utilizadores, chegando mesmo a oferecer a melhor experiência do mercado para alguns géneros. O Naga Pro continua a ser o Rei dos ratos para MMO, conquista definitivamente a coroa nos que aos MOBA diz respeito, e, apesar de não ser a escolha definitiva para jogadores de FPS e utilizadores comuns, é, sem dúvida, um elemento a considerar graças à sua extrema versatilidade. É raro uma marca querer fazer tudo bem e não ser mediana em tudo, mas a Razer atinge a excelência com esta revisão do icónico Naga, que peca apenas pelo preço: €169.99 no website oficial da marca.

 

 

Prós:

  • Desempenho de Excelência
  • Wireless Gaming Sem Compromissos
  • Design Modular
  • Autonomia

Contras:

  • Preço